Saturday, February 22, 2003

Chicago nos cinemas

Estreou ontem nos cinemas, o endiabrado musical, campeão de nomeações para os Óscares, Chicago. Com um elenco de luxo e uma história fascinante, espera-se muito êxito.
Como ponto de partida tem um julgamento real que aconteceu em 1924 em Chicago e que serviu de base para Maurine Dallas Watkins escrever uma peça que conquistou muito sucesso. Posteriormente, foi adaptado ao cinema por diversas vezes.
Chicago tem uma história muito interessante. Contudo, não vale a pena contá-la aqui, deixando apenas a sugestão do filme, a par da frase «O mundo é um circo». Não existe nada mais actual do que o circo mediático que temos acesso na actualidade. Por esse facto, acho que já vale a pena ver o filme…
Bacon ultrapassa Warhol em Serralves

A exposição de Francis Bacon, presente no Museu de Serralves, já teve mais de 30 mil visitantes. Abriu há 23 dias e bateu os recordes de público obtidos por Andy Warhol. Tal facto, deve-se ao sucesso de «Caged-Uncaged» que tem suscitado a curiosidade de multidões.
Segundo João Fernandes, director do Museu, este sucesso era esperado porque o autor é conhecido e o Museu tem tido nomes de grande destaque que contribuem para chamar a atenção do público para posteriores exposições.
Sendo esta a primeira exposição do pintor inglês em Portugal, a sessão de apresentação contou com personalidades de renome internacional que têm grande apreço pela obra de Bacon. Entre elas pode-se destacar Paul Thomas Anderson, conhecido realizador de filmes. Este deixou mesmo escrito no livro de honra que «Francis Bacon ficaria orgulhoso com esta mostra».


Entrevista

Patricia Cardoso. 21 anos, estudante

1. O que é que consideras, na actualidade, como mais importante? (Assunto)
Na minha opinião, o tema que considero mais importante é a Guerra entre o Iraque e os EUA porque acho que é um assunto que nos diz respeito e que nos poderá envolver indirectamente. Em caso de guerra todas as pessoas são afectadas. Tem que existir mais contenção de gastos e uma maior preocupação com o futuro.
Para além disso, o aumento da criminalidade também é um assunto muito pertinente na actualidade. Ao lermos diariamente os jornais, reparamos que os crimes estão a aumentar e, cada vez, são mais violentos. A segurança é um assunto que se deve analisar mais intensamente. Todos corremos um perigo que nos é desconhecido e isso, torna-se assustador.

2. O que é que mais te preocupa? Porquê?
Actualmente, como já referi, o estado de guerra iminente é talvez dos assuntos que mais me preocupa porque sinto que se houver uma guerra também vamos sofrer bastante com isso.
Paralelamente, a pedofilia é um tema que me suscita algumas preocupações. É lógico que agora que se tornou um assunto mediático, existe um grande alarido em torno de certos casos, mas isto mostra que não podemos confiar em ninguém. Cada vez as pessoas têm mais medo de colocar as crianças nos jardins infantis, nas escolas porque o medo do desconhecido e desses problemas é colocado.

Entrevista

João Paulo, 23 anos, estudante

1. O que é que consideras, na actualidade, como mais importante? (Assunto)
Eu acho que os temas mais importantes da actualidade são a guerra e a pedofilia. Para além disso, o problema do desemprego em Portugal também é muito preocupante.

2. O que é que mais te preocupa? Porquê?
Em termos pessoais, o que mais me preocupa é, sem dúvida, o desemprego, uma vez que estou quase a acabar o curso e não sei o que me espera. Como o mercado de trabalho está sobrelotado na minha área (Letras), fico bastante preocupado.
Em relação aos problemas que afectam a sociedade, o que mais me preocupa é a pedofilia. Fiquei muito chocado com o caso da Casa Pia e o presumível envolvimento de personalidades públicas como Carlos Cruz. Acho que a situação é bastante grave e tem que ser feita justiça para que estes flagelos diminuam.



A busca da Imortalidade

Nos laboratórios de todo o mundo continuam as pesquisas dos cientistas sobre a imortalidade desejada. Enquanto isso, o Homem continua a ser programado para morrer. Inevitavelmente a morte existe. Acreditemos no Além ou apenas no vazio, sabemos que um dia expiraremos desta vida.
Cada vez aparecem estudos científicos mais elaborados sobre o tema, levando os mais distraídos a reflectir sobre o assunto. Contudo, enquanto a imortalidade não é uma realidade que nos atinge e o sonho não se concretiza, temos que aproveitar a vida como se fosse o último dia. Como dizia Fernando pessoa, na boca de Ricardo Reis: “Carpe Diem”…
De regresso
Mais um semestre que começa a todo o gás! Muitos alunos ainda nem receberam as notas do primeiro semestre e já se preparam para novas frequências. As bibliotecas voltam a estar repletas de estudantes e na cantina formam-se as filas do costume. Nem o frio convence os alunos a ficarem em casa porque o trabalho começou.
Este semestre são muitos os que trabalham a duplicar para verem melhores resultados, na ânsia de tirarem boas notas e conseguirem progredir mais um pouco no percurso académico. No entanto, também são muitos, aqueles que esperam que a noite na cidade bracarense comece de novo a aquecer, aos mais variados ritmos.
Uma boa receita será talvez conseguir aliar um bom período de trabalho, com progressos muito satisfatórios com alguma diversão. Tudo é bem conjugado na medida certa…
Ida sem Volta

Para muitos idosos e doentes, a última viagem é rumo a Zurique, na Suiça. A passagem é só de ida. Não vão com intenção de visitar museus ou paisagens, pois a direcção escolhida é um pequeno apartamento com duas camas e algumas cadeiras. Poderíamos chamar-lhe de quarto da morte porque é lá que eles, com a ajuda de algumas pessoas, se suicidam.
Por muitos apelidado de turismo da morte, esta nova forma de morrer é única no mundo. Foi criada à cinco anos por Ludwig Minelli e atrai muitas pessoas com doenças incuráveis como Alzheimer e cancro.
A associação Dignitas exige aos candidatos à morte um diagnóstico de um médico, provando que sofrem de uma doença incurável e uma carta assinada a pedirem pentobarbital de sódio, o remédio letal. Morrem sem sofrimento, enquanto ouvem música.
A lei Suiça proíbe a eutanásia, mas não prevê punição para o suicídio assistido. Isto levou, nos últimos 4 anos, à partida de 130 pessoas para o outro mundo, num pequeno quarto suíço.
"Batem leve, levemente..."

O nevão que caiu em Trás-os-Montes nos últimos dias não foi pequeno, e fez a sua quota de estragos. Muitas localidades ficaram isoladas pela neve, e nos campos o gelo repentino destruiu algumas colheitas que começavam a despontar. Algumas estradas tiveram de ser fechadas, e o número de sinistros é considerável. É o caso da IP4, principal via de acesso a Vila Real e Bragança, e cuja limpeza exigiu toneladas de sal.

Mas o infortúnio de uns é a felicidade de outros! A neve fez as delícias dos mais pequenos, que encheram as entradas das casas com bonecos de neve e encenaram verdadeiras guerras com projécteis brancos! E se o fecho da maioria das escolas foi de algum modo um inconveniente, isso não se notava nas caras dos alunos e professores, felizes por terem dois dias de férias "forçadas".
Agora tudo está a regressar à normalidade, e dos flocos de neve que caíram tão intensamente, resta apenas a lembrança de alguns dias de diversão e da beleza deste espectáculo proporcionado pela natureza.
Questões da actualidade

Os nossos dias são "assaltados" pela actualidade e as várias questões que a compôem.
No sentido de perceber quais as questões que mais preocupam as pessoas, dirigi as seguintes perguntas a algumas pessoas:

1 - O que é que considera, na actualidade, como o mais importante?
2 - O que é que o preocupa? Porquê?

Aqui estão duas das respostas obtidas:

- O assunto que considero mais importante na actualidade é a globalização. Isto porque estamos a assistir à descaracterização das culturas locais e regionais nas suas mais diversas expressões. Há uma ausência de identificação cultural que nos ligue a uma terra, a um lugar; uma descontinuidade do tempo e espaço e uma ausência de passado e de futuro.

- O assunto que mais sigo neste momento é o desarmamento iraquiano e as resoluções europeias sobre esta questão. Preocupam-me os desentendimentos dentro da NATO e a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, que desta vez utilizará armas quimicas. Esta guerra poderá acabar com a vida como a conhecemos.

Wednesday, February 19, 2003

A busca da Imortalidade

Nos laboratórios de todo o mundo continuam as pesquisas dos cientistas sobre a imortalidade desejada. Enquanto isso, o Homem continua a ser programado para morrer. Inevitavelmente a morte existe. Acreditemos no Além ou apenas no vazio, sabemos que um dia expiraremos desta vida.
Cada vez aparecem estudos científicos mais elaborados sobre o tema, levando os mais distraídos a reflectir sobre o assunto. Contudo, enquanto a imortalidade não é uma realidade que nos atinge e o sonho não se concretiza, temos que aproveitar a vida como se fosse o último dia. Como dizia Fernando pessoa, na boca de Ricardo Reis: “Carpe Diem”…
De regresso
Mais um semestre que começa a todo o gás! Muitos alunos ainda nem receberam as notas do primeiro semestre e já se preparam para novas frequências. As bibliotecas voltam a estar repletas de estudantes e na cantina formam-se as filas do costume. Nem o frio convence os alunos a ficarem em casa porque o trabalho começou.
Este semestre são muitos os que trabalham a duplicar para verem melhores resultados, na ânsia de tirarem boas notas e conseguirem progredir mais um pouco no percurso académico. No entanto, também são muitos, aqueles que esperam que a noite na cidade bracarense comece de novo a aquecer, aos mais variados ritmos.
Uma boa receita será talvez conseguir aliar um bom período de trabalho, com progressos muito satisfatórios com alguma diversão. Tudo é bem conjugado na medida certa…
Ida sem Volta

Para muitos idosos e doentes, a última viagem é rumo a Zurique, na Suiça. A passagem é só de ida. Não vão com intenção de visitar museus ou paisagens, pois a direcção escolhida é um pequeno apartamento com duas camas e algumas cadeiras. Poderíamos chamar-lhe de quarto da morte porque é lá que eles, com a ajuda de algumas pessoas, se suicidam.
Por muitos apelidado de turismo da morte, esta nova forma de morrer é única no mundo. Foi criada à cinco anos por Ludwig Minelli e atrai muitas pessoas com doenças incuráveis como Alzheimer e cancro.
A associação Dignitas exige aos candidatos à morte um diagnóstico de um médico, provando que sofrem de uma doença incurável e uma carta assinada a pedirem pentobarbital de sódio, o remédio letal. Morrem sem sofrimento, enquanto ouvem música.
A lei Suiça proíbe a eutanásia, mas não prevê punição para o suicídio assistido. Isto levou, nos últimos 4 anos, à partida de 130 pessoas para o outro mundo, num pequeno quarto suíço.