Wednesday, March 05, 2003

O que significa ser feliz?

Actualmente, somos incapazes de pensar o nosso dia-a-dia sem o auxílio do computador. Vivemos a era das novas tecnologias, o crescimento desenfreado da Internet e das comunicações móveis. Somos escravizados pelas máquinas e nem nos apercebemos disso. O Homem não consegue deslocar-se para nenhum lado sem o telemóvel e o portátil. Como seria viver sem correio electrónico? Para nós, algo impensável e, mesmo, inquestionável.
Contudo, a “aldeia global”de que McLuhan falava não é, nem de longe, uma realidade. Podemos mesmo questionar se o será nos próximos anos…
Se nos deslocarmos ás aldeias do interior do país, deparámo-nos com outra realidade, bem diferente daquela em que vivemos. Muitas pessoas nunca viram um computador, outras acham que os telemóveis são “um aparelho de ricos”. O mais parecido que têm ou viram é o comando da televisão. Não nos podemos esquecer daqueles que ainda não têm televisão ou que ainda a vêem como um objecto misterioso e que merece algum “respeito”.
O mundo destas pessoas é muito diferente do nosso. Às vezes até nos esquecemos que estas pessoas existem, que moram no mesmo país que nós e que, tal como todos os seres humanos, também sonham. Mas, os seus sonhos são de outra espécie, de outra dimensão. Enquanto nós sonhamos com um bom emprego ou com um computador novo, eles sonham com a paz, com muita saúde e amor. Enquanto nós somos cada vez mais individualistas e egoístas, eles juntam-se à fogueira e comem um pedaço de pão em família.
Em que somos diferentes? Ambos somos seres humanos que buscamos a felicidade. No entanto, este conceito é pluridimensional, muda consoante as pessoas. Sim, são maneiras de alcançar a felicidade, diferentes.mas qual será a melhor? É difícil de responder a esta pergunta, mas, no fundo, todos sabemos que precisamos dos outros para viver, que necessitamos de paz e os bens materiais são apenas um componente, dispensável, como vemos, para existirmos.
Consumo de antidepressivos duplicou na última década e tende a aumentar no futuro

A depressão é um fenómeno que afecta, principalmente, os países desenvolvidos. São vários os factores que desencadeiam a doença, podendo-se destacar o desemprego e a instabilidade do nível de vida.
Por muitos apelidada como o “cancro do século XXI”, a depressão é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quarta causa de incapacidade.
Em Portugal, os fármacos mais consumidos são os antidepressivos, a par com os ansiolíticos, hipnóticos e sedativos. Na opinião de Luís Gamito, director clínico do Hospital Júlio de Matos, as depressões são, cada vez melhor diagnosticadas. Contrariamente, Jaime Milheiro, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental e Director do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Vila Nova de Gaia, existe “um excesso da utilização de medicamentos psicotrópicos.
Luís Gamito diz que alguns medicamentos podiam ser retirados, mas, na maior parte dos casos, os doentes procuram respostas imediatas e os clínicos gerais “não têm tempo” para os ajudar de outra forma.
Estes especialistas referem que aquilo que provoca estes problemas emocionais e mentais é o ritmo de vida, a pressão quotidiana, o desemprego e as inadaptações profissionais. Segundo Milheiro, este é o custo do estilo de vida dos países ditos desenvolvidos.

Emídio Rangel regressa à TSF

Fundador da TSF, Emídio Rangel, aceita convite da administração da Lusomundo para revitalizar a estação de rádio.
Depois de ter abandonado o cargo de director-geral da RTP, Rangel volta ao Jornalismo, mais particularmente à TSF, como consultor para a elaboração de um projecto de remodelação que manterá a estação como uma rádio fundamentalmente noticiosa.
Segundo Rangel, a TSF é dirigida “pelas pessoas certas” e estas continuarão a fazer parte do novo projecto.
Foi com satisfação que Rangel aceitou o convite proposto pela administração da Lusomundo, pertencente ao grupo da PT Multimédia que também é detentora de várias publicações.
NTV despede 25 Jornalistas

No próximo dia 9 de Março terminam os contratos de 37 Jornalistas da NTV. Entre estes 25 Jornalistas já receberam cartas registadas a confirmarem a cessação do contrato.
Num comunicado, os Jornalistas da NTV referiram que, segundo Dinis Sottomayor, Subdirector de Informação, apenas 12 Jornalistas serão integrados nos quadros da empresa.
Esta onda de rescisão de contratos poderá abalar a redacção da NTV, uma vez que estes 37 Jornalistas representam 80 por cento dos funcionários do canal.