Tuesday, May 06, 2003

Enviado especial em Bagdad fala da sua experiência

Realizou-se hoje, no âmbito da disciplina de Jornalismo, uma aula aberta com Elmano Madaíl, enviado especial do Jornal de Notícias (Jn) na guerra do Iraque. Com experiência do “palco de guerra”, o responsável pela Edição Minho do Jn falou da sua experiência e mostrou o quanto é difícil lidar com certas situações quando se está num conflito.
Madaíl referiu que não foi fácil chegar a Bagdad e que durante essa trajectória muitos jornalistas desistiram. A alimentação era à base de enlatados e o dinheiro era a garantia para permanecer lá.
A relação entre os jornalistas de diferentes países era amigável e a entreajuda era constante. Durante o dia procuravam “histórias” para enviar para a redacção e à noite juntavam-se no hotel Palestina para conversar.
Os guias que acompanhavam os jornalistas eram uma ajuda fundamental para perceber a língua árabe e ter mais segurança nas ruas. Quanto aos civis iraquianos, eram pessoas com uma educação elevado e quase todos bilingues.
Quando lhe perguntaram se sentiu medo, Elmano Madaíl disse que nestas situações, o medo é instintivo. A adrenalina provocada por esta tensão é o que faz este jornalista ser voluntário em conflitos de guerra. Já esteve no Kosovo, no Afeganistão e, mais recentemente, no Iraque.
O futuro do Jornalismo em debate

Na Universidade de Columbia, membros da Escola de Jornalismo, de outros departamentos e escolas e jornalistas reuniram-se de Outubro de 2002 a Março de 2003 para debater como as Escolas de Jornalismo preparam os alunos para um mundo em constante mudança e qual o papel dos media na sociedade.
O Presidente da Universidade de Columbia referiu que o jornalismo e a imprensa livre são as instituições mais importantes do mundo moderno. Disse também que “a democracia, a sociedade civil e os mercados livres não podiam existir sem os media”. Esta é uma profissão que ganha peso no mundo actual.
Para ele não é explicável que as pressões económicas afectem a qualidade do jornalismo. Acima de tudo, os jornalistas devem ter em consideração o interesse público.
As universidades devem fornecer aos estudantes conhecimentos e capacidades intelectuais que lhes permitam entender várias áreas. Ele acentua mesmo que as escolas profissionais devem realçar as capacidades dos estudantes e explicar tudo o que possa familiarizar os jovens para o jornalismo. Para tal devem ser reajustados os cursos e criar novos programas ajustados a tais objectivos. A discussão deve ser privilegiada como método nas aulas para que cada um possa desenvolver a sua perspectiva face a um assunto e assim, comunicar.
Paralelamente, os estudantes devem ter um elevado nível de conhecimentos sobre o tema que estão a tratar porque o contexto é fundamental numa notícia. Não basta apenas relatar o evento, mas explicar do que se trata. Aqui surge o problema da especialização que pode levantar certos riscos: os jornalistas ficam vocacionados para uma audiência específica. É necessário ter uma visão abrangente e adaptar-se às áreas que estão em voga na sociedade.
A aprendizagem não deve ser apenas na sala de aula, mas deve estender-se a exercícios práticos no decorrer do curso. O currículo não devia condicionar o salário dos jornalistas e deviam ser criados benefícios para incentivar os jovens.
Por último, mencionou que nunca teremos um sistema oficial de licenciatura de jornalistas e que ser jornalista sem diploma continua a ser uma realidade.

Monday, May 05, 2003

O Futuro da Educação em Jornalismo

Criar um espaço de discussão sobre uma possível escola-modelo de jornalismo para o Século XXI, foi o objectivo de Bollinger ao organizar uma iniciativa na Universidade de Columbia que reuniu diversos jornalistas, membros da Escola de Jornalismo e de outros departamentos desta universidade.
No mundo moderno, o Jornalismo é uma profissão de grande destaque, e define cada vez mais a sociedade global. Contudo, segundo Bollinger, existem vários constrangimentos e pressões no exercício do jornalismo.
Uma das linhas principais desta discussão foi a questão jornalista especializado vs jornalista polivalente. Para Bollinger, o ensino do jornalismo deve dotar os futuros profissionais de noções gerais em diversas áreas, que vão desde a política à ciência exacta, passando pela Filosofia. Além disso, afirma a necessidade do aluno entrar em contacto com a verdadeira prática jornalística.
É necessário também contrariar uma tendência crescente, que leva as pessoas a ingressar no mundo do trabalho jornalístico sem uma formação universitária específica. Bollinger idealiza um ensino do jornalismo que seja essencial para a sua prática e modifique esta disposição.
Mas há outras dificuldades que envolvem o jornalismo, e que devem ser contornadas, como é o caso dos baixos salários dos jornalistas, que não incentivam a procura de uma formação.
Católicos festejam o Dia da Mãe

Ontem festejou-se o dia da mãe. Para além de uma programação televisiva exclusivamente dedicada a todas as mães, muitas foram as freguesias do Norte do país que também festejaram este dia.
Na região de Braga, o dia foi foi dedicado a celebrações religiosas com ofertas para as as progenitoras. Ramos de flores e um pequeno cartâo foram os presentes mais oferecidos. As crianças também cantaram músicas dedicadas a Nossa Senhora, pois a Igreja Católica celebra neste mês o Maria, a grande mãe.
Preparativos e festejos fecharam o dia das mães que fica marcado para o próximo ano, no primeiro Domingo do mês de Maio.
Sampaio aceita soldados no Iraque

Jorge Sampaio está disposto a aceitar a participação de tropas portuguesas no Iraque sob a autoridade da Nato ou da União Europeia.
Durante a reunião que manteve, sexta-feira, com o primeiro-ministro, Durão Barroso, Sampaio afirmou ser a favor do envio de militares para integrar uma força de estabilização no Iraque.
O Governo ainda não decidiu quanto ao envio de soldados portugueses para território iraquiano. No que se refere a forças militares, necessita da aprovação do Presidente da República, pois este é o representante supremo das Forças Armadas.